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Pão é
Saúde:
Pão e saúde de ferro
Está lançado o pão com micronutrientes, a melhor forma de eliminar
carências de vitaminas e ferro da população brasileira
Boa parte da população adulta e, em especial, grande parte da população
brasileira em idade escolar ingerem quantidades diárias de vitaminas e de
ferro muito abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde.
No
Estado de São Paulo, o mais desenvolvido do país, crianças com essa
deficiência chegam a 64% do total, nas faixas mais pobres.
Os riscos à saúde e efeitos danosos que decorrem dessa carência não são
poucos, podendo em casos mais graves levar à morte: anemia, debilidade
muscular, confusão mental, apatia, dermatoses, distúrbios nervosos e
gastrintestinais, cálculos renais, diarréia.
A solução para suprir essas deficiências - via alimentar - tem que ser:
" culturalmente aceitável - deve fazer parte da dieta diária, não
interferir nos hábitos já existentes, e não provocar rejeição por
introdução de "remédio" ou substâncias de gosto "estranho";
" técnica e cientificamente comprovada - ser precedida de estudos ou
pesquisas sérios que demonstrem os resultados de forma incontestável;
" economicamente e logisticamente viável - não pode pressionar o já
escasso poder de compra da população brasileira nem sangrar recursos
públicos e ainda incluir uma estrutura de produção e distribuição que
chegue próxima da universalidade, ou seja, atenda a 100% da população
visada.
O pãozinho francês, esse humilde e fiel companheiro da mesa brasileira,
suplementado com as doses adequadas de ferro e vitaminas do complexo B, é
a resposta - a única resposta - a todas essas condições.
O Pão Saúde ou Pão com Micronutrientes
Patrocinado pela Prefeitura Municipal de São Paulo, a Associação dos
Industriais de Panificação e Confeitaria do Estado de São Paulo (Aipesp) e
Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria de São Paulo
(Sindipan), o projeto Pão Saúde inicia sua aplicação prática no próximo
dia 11 de setembro. _
A unidade piloto é a Escola Municipal de Educação Infantil "Frei Damião",
localizada no bairro do Grajaú, subdistrito de Santo Amaro.
As 2300 crianças da escola "Frei Damião" receberão todos os dias, como
parte da sua merenda escolar, o pãozinho com micronutrientes. Nada, na
aparência, no gosto, na consistência, denuncia que esse pãozinho
suplementado é diferente do pãozinho francês comum.
Previamente, uma significativa amostragem de 450 crianças da "Frei Damião"
serão submetidas a uma análise biomédica, inclusive com aferição de níveis
de hemoglobina do sangue. Após 90 dias do início da administração do
pãozinho suplementado, serão repetidos os exames com o grupo de
amostragem, para determinação dos resultados. Equipes dos departamentos
municipais de Educação e da Saúde estarão monitorando a distribuição e
consumo dos pães.
À frente de toda a implantação piloto e de uma equipe especializada de
mais de vinte pessoas estará o Prof. Mauro Fisberg, que há quatro anos
desenvolve a idéia, pioneira no mundo. Fisberg é professor de Pediatria da
Universidade Federal de São Paulo, diretor do Centro de Nutrição da
Universidade São Marcos e Secretário-Geral da Sociedade Latino-Americana
de Investigação Pediátrica.
Os 2300 pãezinhos diários serão fornecidos à "Frei Damião" por uma
panificadora próxima à escola. Em relação ao pão comum, a única diferença
desse pãozinho "enriquecido" e "vitaminado" (expressões da legislação) é o
suplemento de um mix - "Paminu", fórmula de propriedade da Associação
Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (ABIP).
Esse mix,
desenvolvido industrialmente pelo laboratório Roche, tem sua eficiência
alimentar desenvolvida e testada pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos
(ITAL).
Os custos da implantação do projeto Pão Saúde, inclusive da produção do
pãozinho (vendido pela padaria ao preço de mercado do pãozinho comum),
serão absorvidos pela AIPESP/SINDIPAN, neste primeiro momento.
Cerca de 4500 padarias do Município de São Paulo poderão rapidamente
estender a toda a população escolar (e em seguida disponibilizar em seus
balcões a toda a população), os benefícios da experiência piloto do
Grajaú.
Sem custo extra, sem gosto estranho, sem efeitos colaterais, sem
necessidade de campanhas especiais ou custosas mobilizações, um simples
pãozinho - o Pão Saúde - pode contribuir para suprir todo dia mais de 30%
das necessidades de ferro e vitaminas do complexo B. Contribui, assim,
para livrar principalmente crianças e adolescentes do fantasma da anemia e
de outras perigosas afecções.
Pão Saúde é isso. É vitamina, é ferro, é saúde.
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Energético, Pão é indicado a atletas por especialista
O pão francês, tradicional popular alimento
da cesta básica, é uma das principais recomendações dos nutricionistas que
preparam as dietas dos atletas profissionais.
Rica
fonte de moléculas de carboidratos complexos (como as massas, as batatas,
e o arroz) que se transformam em glicogênio (reserva energética do
organismo), o pão é sempre recomendado quando alguém vai fazer atividade
física que exija, por exemplo, trabalho muscular de explosão.
“Pães são
fontes mais rápidas de energias. Assim, é importante que eles estejam
relacionados nas dietas dos atletas tanto antes como depois das atividades
físicas. Dão e repõem rapidamente a energia necessária” explicou Cristina
Soares de Souza Anchieta, nutricionista do São Paulo Futebol Clube.
O Consumo
de carboidratos deve, entretanto, atender a uma função que define as
necessidades de calorias e carboidratos diárias, a partir das variáveis
como idade da pessoa, sexo, peso, altura e atividade física (veja quadro
abaixo).
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A importância do pão na dieta. |
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mulheres ativas e homens sedentários |
homens ativos |
atletas |
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Necessidade diária de calorias |
2.200 |
2.800 |
3.500 |
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Quantidade de calorias vinda dos carboidratos |
1.100-1.320 |
1.400-1.680 |
2.100-2450 |
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Necessidade diária de carboidratos (em gramas) |
275-330 |
350-420 |
156-612 |
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Quantidade de pães recomendados * |
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